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Guias práticos

Como buscar apoio no SUS para problemas com apostas

Entenda por onde começar, o que dizer no acolhimento e como UBS e CAPS podem participar do cuidado.

Equipe Renova.Bet

Publicado em 05 de agosto de 2026

Atualizado em 08 de agosto de 2026

4 min de leitura

Profissional de saúde conversa com uma mulher em atendimento

Quando as apostas começam a afetar sono, humor, trabalho, relações ou finanças, buscar cuidado em saúde é uma decisão legítima. O Sistema Único de Saúde oferece portas de entrada para acolhimento e acompanhamento, mesmo que você ainda não saiba explicar tudo o que está acontecendo.

Você não precisa chegar com um diagnóstico. Pode simplesmente dizer: “Estou perdendo o controle com apostas e isso está prejudicando minha vida.”

Por onde começar

A Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu território costuma ser o ponto inicial mais próximo. A equipe pode fazer o acolhimento, avaliar riscos, acompanhar o caso e articular outros pontos da rede quando necessário.

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem cuidado especializado em saúde mental. Dependendo da organização da sua cidade e da intensidade da situação, o acesso pode ocorrer diretamente ou por encaminhamento da atenção básica.

O Guia de Cuidado do Ministério da Saúde orienta a procura de UBS ou CAPS quando a avaliação aponta risco relacionado a jogos de apostas.

1. Localize uma unidade

Procure no site ou telefone da secretaria municipal de saúde pelo endereço da UBS de referência e pelos CAPS disponíveis na cidade. Se tiver dificuldade, ligue para o Disque Saúde 136 e peça orientação sobre a rede pública.

Antes de sair, confirme horário de funcionamento e documentos solicitados. A falta de um documento não deve impedir que você busque orientação em uma situação urgente.

2. Conte os impactos concretos

No acolhimento, tente descrever fatos recentes. Você pode anotar antes para não depender da memória no momento da conversa:

  • há quanto tempo aposta e com que frequência;
  • tentativas de parar ou reduzir;
  • dívidas, empréstimos ou uso de dinheiro destinado a necessidades básicas;
  • alterações de sono, ansiedade, irritação ou tristeza;
  • prejuízos no trabalho, nos estudos ou nos relacionamentos;
  • uso de álcool ou outras substâncias junto com as apostas;
  • pensamentos de morte, desesperança ou risco de se machucar.

Falar sobre dinheiro e perda de controle pode causar vergonha. Ainda assim, essas informações ajudam a equipe a entender a urgência e construir um plano seguro.

3. Entenda que o cuidado pode envolver mais de uma frente

O acompanhamento pode reunir escuta individual, atividades em grupo, participação da família quando houver consentimento, avaliação médica e apoio para outros problemas de saúde. Não existe uma única sequência que sirva para todas as pessoas.

Também pode ser necessário articular assistência social, proteção contra violência, orientação sobre dívidas ou outros serviços do território. O objetivo não é apenas interromper a aposta, mas recuperar rotina, segurança e vínculos.

Pessoa observa a janela durante um momento de reflexão

4. Leve alguém de confiança, se isso ajudar

Uma pessoa próxima pode ajudar a lembrar informações, acompanhar deslocamentos e oferecer apoio depois da consulta. Porém, você continua tendo direito à privacidade e pode pedir para conversar sozinho com a equipe em parte do atendimento.

Evite entregar senhas ou permitir que outra pessoa controle integralmente sua vida financeira. Medidas de proteção funcionam melhor quando são combinadas com clareza, prazo e consentimento.

Quando procurar atendimento imediato

Procure uma UPA, pronto-socorro ou acione o SAMU pelo 192 se houver risco imediato de autoagressão, desorientação intensa ou outra emergência. Para conversar durante uma crise emocional, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.

Se a situação envolver ameaça, coerção ou violência financeira dentro de casa, informe isso no acolhimento. Segurança vem antes da organização das dívidas.

O que fazer enquanto aguarda atendimento

Use barreiras de acesso: solicite a autoexclusão oficial, remova aplicativos, evite ambientes e conversas que disparem vontade de apostar e combine contato diário com alguém de confiança. Organize uma lista curta de necessidades para a semana — alimentação, moradia, transporte e saúde — antes de negociar dívidas.

Uma recaída ou uma nova aposta não apaga a decisão de buscar ajuda. Conte o que ocorreu à equipe e retome o plano o quanto antes.

Fontes oficiais

Este texto oferece orientação geral. A avaliação e o plano de cuidado devem ser definidos com profissionais de saúde.

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